segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Breves histórias sobre a Existência humana...


Sempre gostei de escrever, mas principalmente, sempre gostei de escrever com sentimento. Escrever para mim é uma forma de dar sentido para o momento que estou vivendo, é uma forma de me encontrar com tudo aquilo que já se foi, ou com aquilo que ainda não veio...

Espero que vocês gostem desta história:


Dialética do outro em mim
Confesso que sempre tive uma ligação íntima comigo mesmo. Sempre me interessei em saber o que eu estava pensando, o que eu estava fazendo, o que eu estava querendo, o que eu estava deixando...
Não consigo me imaginar de outra forma. Busco sempre entrar no meu mundo, desbravar meus sonhos, me enterrar nas minhas tristezas e me acalentar nos meus gozos.
Eu me fiz assim: a partir de mim mesmo.
E justamente por ser assim é que não consigo viver longe dos homens.

Por: José Kennedy O. De Araújo

7 comentários:

  1. Fazer-se, transformar-se, significar-se. A existência só terá significado na medida em que conseguir realizar-se como pessoa.

    E quando realizar-se no encontro com o outro, seja ele interno ou externo.

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  2. Na verdade o "outro" pode ser entendido como o que para vc Sammy?
    O outro é apenas um espelho do que sou, uma reprsentação?
    Uma abstração?
    quem será esse estranho?

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  3. Um encontro, uma diálogo.
    A introspecção ou o fazer-me pra fora nem sempre me dão as chaves certas. Encontro-me mais no outro do que em mim mesmo.
    Outro nem mais nem menos. Eu e Tu.
    O Homem pelo Homem.
    Não um estranho, é vc.
    Vc ainda acredita no outro?

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  4. "E justamente por ser assim é que não consigo viver longe dos homens." isso que é chave de ouro parente

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  5. Na verdade eu sempre tento me considerar como outro. Tento sempre fugir desse paradigma antropocêntrico que leva o homem a refugiar-se mais nele do que no mundo.

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  6. Faço as palvras de Martin Buber, as minhas:
    "Toda vida verdadeira é encontro".

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