segunda-feira, 8 de março de 2010


A Influência da Mídia no Processo de Criminalização dos Movimentos Sociais
Leandro J. S. Salgado

O ser humano se utiliza da língua não somente pelo fato de ter escolhido viver em sociedade, mas pela necessidade que sente de comunicar-se com seus semelhantes e, em especial, de agir sobre eles de diversas formas. Sob esta perspectiva, a linguagem é concebida como forma de ação sobre o mundo, que vem imbuída, invariavelmente, de forte intencionalidade e que serve como caixa de ressonância de orientações ideológicas.
Desse modo, fica evidente que o homem, ao produzir um discurso, toma a língua não como mera veiculadora de mensagens, mas como instrumento de interação social, reafirmando-se a si próprio em simultânea forja do outro, do seu interlocutor. O próprio conhecimento tem realidade objetiva ou não vai muito além da simples opinião?
Dentro do processo de criminalização dos movimentos sociais, por exemplo, a grande mídia tem exercido com maestria seu papel de demonizar esses referidos movimentos, colocando-os contra os interesses da sociedade. Na verdade, uma ação muito bem articulada, e implementada, pelos setores conservadores num deliberado esforço no sentido de conter as lutas sociais que esses movimentos têm travado corajosamente.
Nos últimos anos temos assistido (literalmente) a um conjunto de rápidas mudanças sociais, culturais e econômicas. Essas transformações têm influência direta sobre a política e os jogos de poder nas sociedades atuais, principalmente por conta da diminuição das distâncias globais através das inovações tecnológicas. Essa evolução é intensa e veloz, mas não é para todos sem distinção, o que acaba paradoxalmente aumentando o distanciamento entre os homens.
A argumentação retórica está em todo uso estratégico de um sistema significante. Nesse contexto, o grande desafio seria, então, fazer com que estas tecnologias criassem as condições para o surgimento de novos espaços democráticos nos quais as pessoas teriam acesso a uma percepção menos deturpada da realidade, tendo criticidade suficiente para perceber com autonomia os mecanismos de controle social.
Após esta reflexão, é possível inferir-se que não há discurso neutro ou imparcial, uma vez que a linguagem não é apenas um meio de comunicação, mas é também, e principalmente, uma ferramenta de ação sobre os espíritos, em outras palavras, é essencialmente uma arma da persuasão. Os meios de comunicação de massa detém em suas mãos quase a totalidade dos recursos mais persuasivos. Só é lastimável, no entanto, que os manipulem como porta-vozes da ideologia política burguesa e como partidários da dominação imperialista, ajudando, ainda que involuntariamente em alguns casos, o Estado liberal, e democrático de direito, a disfarçar sua realidade, bem como seu papel na reprodução das relações sociais no seio do modo de produção capitalista. Que o digam os movimentos sociais criminalizados e relegados à condição do marginalismo social.
A grande mídia é um complexo emaranhado de estruturas que tem um alcance insondável, porque atinge diferentes condições humanas, moldando valores, conforme os interesses a que servem, e sobrepondo conceitos a todo o universo cultural dos seres humanos, convertendo-se, portanto, num poderosíssimo instrumento da persuasão. As inovações tecnológicas da grande mídia constituem uma poderosa arma a serviço do capitalismo global, uma vez que influenciam até mesmo na construção da subjetividade, interferindo nas buscas e projetos pessoais. Ao final de tudo, formam uma grande indústria da manipulação das consciências a mando dos interesses vigentes e em consonância com os valores do status quo.

“O ataque da direita às lutas sociais manifesta a força do movimento social brasileiro. Ao atingir os interesses dos setores privilegiados,questiona as profundas injustiças e a desigualdade e propõe medidas concretas para tornar o país melhor para todos e não apenas para uma minoria. O caráter anti-capitalista e anti-imperialista do movimento social desperta a ira da direita. Ainda mais. É o movimento social que mantém aceso no país o debate político de um projeto de Nação, algo que os partidos deixaram para trás.”
Cesar Sanson.

sábado, 6 de março de 2010

Texto do Camarado Leandro a respeito das investidas do Capital na Amazônia.

O Belo Monstro a se criar
Leandro J. S. Salgado

Renato Russo dizia que nos perderíamos entre monstros de nossa própria criação, e Os Paralamas do Sucesso, que o espanto está nos olhos de quem vê o grande monstro a se criar. Mas, hoje, questionamo-nos sobre qual das diversas faces deste monstro irá se revelar. Sabe-se apenas que a destruição irracional dos elementos essenciais à vida humana virá, naturalmente, travestida de progresso.
É curioso observar que o nome da “urbs monstruosa de barro” de Antônio Conselheiro, que se erguia em meio à caatinga baiana como o delírio de liberdade de um povo abandonado e oprimido, agora também batiza o monstro de concreto que sentenciará a morte do rio Xingu para decretar de vez a morte da nossa gente, atendendo apenas à sanha energívora do enquadramento da Amazônia ao capitalismo global e alimentando somente a cobiça dos ensandecidos pela ganância.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Uma reflexão a respeito do tempo...

Tempo de Esperar


Nada pode ser tão desesperador quanto o momento da espera. A espera é algo cruel para os homens. É quando Deus resolve brincar com o tempo para nos mostrar alguma coisa que ainda não sabemos.
A espera pode durar os noves meses para que vida se mostre para uma nova vida. A espera pode ser as horas migalhadas que separam dois amantes. Mas a espera pode ser o fim de quem ainda não comeu.

Por: José Kennedy O. De Araújo

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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Um Poema triste e Alegre......

Carta ao Tempo

Á meus eternos amigos de Cuba Levi, Ramon, Romulo, Marco e Jonatan


Concordo quando dizem que a amizade é o amor mais verdadeiro que podemos ter na vida. E hoje sei que é fundamental ser amigo e continuar sendo amigo sempre. É necessário transformar pai, mãe, irmão, filho, namorada em amigos e fazer com que os amigos continuem sendo amigos.
Com meus amigos ri, chorei, briguei, desabafei, matei aulas para que não nos matássemos antes do tempo. Com meus amigos fiz revolução, botei fogo no parlamento. Com meus amigos bebi e jurei nunca mais beber. Com meus amigos invadi cemitérios de madrugada com garrafas de vinho nas mãos. Com meus amigos busquei orgias e planejei a criação dos meus filhos.
Com meus amigos construir meus sonhos e vivi minha minhas frustrações.
Com meus amigos me despedi dolorosamente de velhos amigos e abracei novos amigos.
Enfim, com meus amigos eu me fiz.
E isso não é apenas uma reflexão poética, é um apelo em desespero ao tempo.

Por: José Kennedy O. De Araújo

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A felicidade é oblíqua

Não sei dizer eu te amo! E confesso que por muito tempo isso me incomodou bastante. De certa forma, me achava desatado com os sentimentos do mundo.
Porém sempre fui um homem de ceder fácil meus carinhos e carícias a quem necessitava, mas não digo eu te amo. Sempre olhei nos olhos, como quem se entrega por completo, mas nunca disse eu te amo. Isso me doía a alma. E por longos anos, praticamente me obriguei a dizer, mas a minha vocação para a desobediência não me permitiu.
Tive quase todas as experiências que a minha solidão me permitiram sonhar e que a minha loucura me impulsionaram a buscar, mas ainda não disse eu te amo. E por não dizer eu te amo, hoje não sei dizer se sou ou não feliz.

Por: José Kennedy O. De Araújo

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A Melhor notícia da minha vida

É com grande Alegria e Amor que informo a todos que vou ser Pai.
Confesso que a idéia ainda me assusta muito, porém o amor que eu já sinto por essa criança supera qualquer coisa. Sei que as coisas não vão ser fáceis, principalmente, por perceber, que algumas pessoas... (enfim...deixa pra lá....)

Mas, tenho o Amor necessário pelo meu filho ou filha e pela minha namorada para enfrentar e superar todos os problemas...

Agradeço a todos os meus amigos verdadeiros pelo apoio incondicional.





Todos estes que estão aí

Atravancando o meu caminho

Eles passarão

E eu passarinho....

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Breves histórias sobre a Existência humana...


Sempre gostei de escrever, mas principalmente, sempre gostei de escrever com sentimento. Escrever para mim é uma forma de dar sentido para o momento que estou vivendo, é uma forma de me encontrar com tudo aquilo que já se foi, ou com aquilo que ainda não veio...

Espero que vocês gostem desta história:


Dialética do outro em mim
Confesso que sempre tive uma ligação íntima comigo mesmo. Sempre me interessei em saber o que eu estava pensando, o que eu estava fazendo, o que eu estava querendo, o que eu estava deixando...
Não consigo me imaginar de outra forma. Busco sempre entrar no meu mundo, desbravar meus sonhos, me enterrar nas minhas tristezas e me acalentar nos meus gozos.
Eu me fiz assim: a partir de mim mesmo.
E justamente por ser assim é que não consigo viver longe dos homens.

Por: José Kennedy O. De Araújo

Boas Vindas


Como primeira postagem, gostaria de falar um pouco sobre o que me motivou criar esse espaço para "conversar" sobre literatura e filosofia. A pretensão não é ser formal, muito menos técnico, mas antes de tudo reunir os amigos para tomar um "café" e bater um papo sobre a vida, as coisas e o "algo mais". O espaço é essencialmente político, no sentido mais profundo que a política nos remete. O espaço pretende também ser de produção e ócio (um não pode eliminar o outro. Mas antes de tudo o espaço, tem que ser de encontros.
Abraço a todos, em especial aos camaradas que me ajudaram a me construir e reconstruir intelectualmente, ao grupo de discussão que eu participo "Pessoal de Cuba" (Jólen, Ramon, Eduardo, Marcão, Tinho, Jonatan, Ib, Maurício e Isaac).

No mais, espero que todos se sintam a vontade para participar.